OPERAÇÃO DO SISTEMA NA SAFRA 2010

O sistema de tratamento do caldo de cana da Usina para fabricação do açúcar com a cor abaixo de 500 Icumsa, é composto de três (3) sulfitadores. Cada Sulfitador possui um forno com uma coluna.

A Usina sempre utilizou os três sulfitadores, todos regulados para altas dosagens de enxofre para fabricação do açúcar branco, porém na safra 2010/2011está sendo utilizado apenas um sulfitador e regulado para dosagem mínima de enxofre. Esta redução do enxofre foi possível devido à eficiência do sistema implantado pela INOVATRONIC. A redução do consumo do enxofre foi tão acentuada, que o cheiro forte do enxofre sentido anteriormente (e em todas as Usinas que utilizam enxofre), quase não é mais sentido.

A Usina estava fazendo açúcar com a cor variando de 122 a 150 Icumsa, com somente uma enxofreira em operação e regulada para o mínimo do consumo de enxofre (dias 29 e 30/Abril e 01/Maio/2010).

Gostaríamos de ressaltar que presenciamos a alimentação da enxofreira nos dois dias em que estivemos na Usina e constatamos a redução no consumo do enxofre. Presenciamos também a operação da enxofreira na safra 2009. A Usina não utiliza o ácido fosfórico.

Nos dias 02, 03 e 04/Maio/2010, com uma cana com 150 horas de corte, com dextrana em torno de 1000 PPM e amido em torno de 1300 PPM, estava sendo fabricado açúcar com a cor variando de 150 a 300 Icumsa, permanecendo a dosagem do enxofre no mínimo.

Fizemos uma análise do consumo da cal dos últimos 10 anos no laboratório da Usina e em nenhum ano o consumo da cal foi abaixo do atual, mesmo com um aumento considerável do pH na entrada do balão flash. Evidentemente que a redução do consumo da cal foi reduzida. Iremos abordar este assunto mais abaixo.

Outra redução considerável de consumo a ressaltar foi a do polímero. Não dá para afirmar com exatidão o volume da redução do polímero, porém visualmente a redução foi em torno de 50%. Certamente se o polímero for dosado de forma correta, irá proporcionar uma melhora ainda maior na qualidade do caldo de cana. É pouco provável que um aumento na quantidade do polímero, proporcione alguma melhora na qualidade do caldo. Não é a variação da quantidade do polímero que é importante, como também não é a utilização de decantador rápido ou lento, que é importante na eficiência da floculação. O importante é o pH estar sendo medido com precisão e estar na faixa correta para uma floculação eficiente no ponto da dosagem do polímero. Gostaríamos de ressaltar que todas as 300 Usinas que visitamos, dosam o polímero de forma incorreta.

É importante ressaltar que do modo que o pH 2010 foi programado e o sistema está operando, a prioridade não é a redução dos insumos. Mais abaixo abordamos com mais detalhe este assunto, onde sugerimos novas programações no pH 2010 para a faixa da floculação. Gostaríamos de esclarecer que não estamos fazendo críticas. Evidentemente que a Usina sabe o modo correto de operar o sistema. Achamos inclusive que esta programação está sendo utilizada para atender as literaturas sobre inversão da sacarose, literaturas estas onde são encontrados muitos erros.

No dia 06/Maio/2010 a Usina voltou a fabricar açúcar com a cor variando de 120 a 180 Icumsa, devido a uma melhora na qualidade da cana, permanecendo os mesmos consumos de enxofre, polímero e cal.

No dia 18/Maio/2010 a Usina estava fabricando açúcar com a cor em 130 Icumsa, sem aumento do consumo do enxofre, polímero e cal.

A partir do dia 11/Junho/2010 a Usina estava fabricando açúcar com a cor variando entre 80 a 120 Icumsa, com somente uma enxofreira e regulada no mínimo para dosagem do enxofre. Sem aumento no consumo da cal e polímero.

Gostaríamos de ressaltar:

1- O valor do pH da entrada do balão flash foi aumentado consideravelmente, pois a Usina, assim como todas as Usinas, media somente o pH antes dos aquecedores. O pH após os aquecedores (105ºC) sofre uma redução variável considerável no pH, comprometendo totalmente a eficiência na floculação. Mesmo com o aumento considerável do pH na entrada do balão flash, o consumo da cal está se mantendo inferior ao consumo dos 10 anos anteriores. Evidentemente que a redução do consumo da cal foi pequena, com o aumento expressivo do pH na entrada do balão flash, porém está ocorrendo uma redução considerável no consumo do polímero e enxofre, com um caldo de cana de melhor qualidade e com qualidade constante.

2- O valor do pH na entrada do balão flash foi aumentado de modo real, ou seja, com a medição "on line" do pH e não com resfriamento da amostra levada ao feita em laboratório. Outra opção irreal para elevar o valor do pH na entrada do balão flash, é com a dosagem da cal após os aquecedores (105ºC), com instalação do eletrodo de pH a mais ou menos 10 metros da dosagem da cal (dosagem a quente). Ver esquema em anexo, Erro no Tratamento do Caldo de Cana-web.pdf. Este tipo de solução gera um caldo de cana de baixa qualidade e força a necessidade de limpezas para remoção da incrustação nos evaporadores em intervalos curtos de 4 a 4 dias ou até em intervalos menores. Proporciona também um pH elevado irreal para o caldo clarificado medido no laboratório, pois devido a uma péssima eficiência da reação da cal com o caldo, o caldo de cana terá muita cal sem reagir no interior do decantador. Esta cal irá reagir no trajeto da amostra do caldo do processo para o laboratório.

Anteriormente na Usina o pH na entrada do balão flash variava de 5,90 a 7,30 pH. Atualmente a variação é de 6,80 a 7,30 pH. A Usina programou no pH 2010 a variação de 7,00 a 7,20 pH para entrada do balão flash.